Comunicar





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Eu ainda sou do tempo do telefone de rodinha

Cresci a ter acesso ao telefone, em casa, quando chegava a casa, e era preciso esperar que a pessoa com que eu queria falar também estivesse em casa.

Tive o meu primeiro telemóvel já depois de casar (sim, já casei no século passado...) e, não querendo teimar, penso que na altura os telemóveis ainda não permitiam enviar nem receber mensagens.

Os telemóveis foram-se banalizando e era muito mais fácil falar com "qualquer um", em qualquer lugar.

O acesso à internet generalizou-se, e hoje em dia trocam-se email´s à mesma velocidade da conversa falada.

Agora, falemos de adolescentes.
"Precisam" estar sempre contactáveis. 
Não há adolescente  que não tenha um telemóvel, no mínimo um smartphone (não vou falar da sua real necessidade, e se a minha filha o tem é porque eu lho dei), mas de como o telemóvel parece uma extensão do próprio corpo.
Para onde ela vai, o telemóvel também vai.
Qual o propósito primário do telemóvel?
Telefonar?
Não, nem nada que se pareça.
A sua principal função é navegar nas redes sociais, ocasionalmente trocar sms com os amigos, e das poucas vezes que "toca" é uma chamada da Mãe, do Pai ou dos Avós...
Ao mesmo tempo que navega no Instagram para cuscar as vidas alheias, tem a, ou as conversas de grupo abertas no Snapchat, e até os trabalhos de casa por aí são partilhados.
Nada de "grave".

Quando queremos dar uma informação ou um recado a alguém é normal enviar um sms, um mail ou uma mensagem através de uma qualquer rede social. Não requer resposta imediata, pode esperar, para ser visto e retornado
Quando o assunto é "urgente", telefonamos.
Ou não.
Já viram um adolescente "telefonar"?
Muito raramente.
Mas já repararam certamente a velocidade com que escrevem e enviam mensagens.
E quando estão demasiado cansados para escrever e enviar mensagens?
Enviam mensagens de voz.
E recebem de seguida outra mensagem de voz.
E respondem em mensagem de voz.

Não era mais simples fazer um telefonema?!?!

Quem tem um(a) adolescente em casa tem tudo...



Não era este o tema de hoje, mas este foi o "tema" do regresso a casa de ontem
Não resisti. 
Não sabendo que etiqueta lhe atribuir, fica em (falta de) Organização




Organizar com etiquetas

Tenho como lema uma frase que não é minha...mas que me assenta que nem uma luva...

"não negue à partida uma ciência que desconhece" 

(aposto que estavam à espera de algo muito profundo... hihihi)

Mas continuando, quando há uns 3 ou 4 anos comecei a ler sobre organização, uma das recomendações básicas é a utilização de caixas para conter as "tralhas" e a utilização de etiquetas.

O primeiro pensamento que me ocorreu foi...então mas agora vou andar a etiquetar tudo em casa!?
O segundo pensamento foi a minha frase profunda...e decidi dar o benefício da dúvida aos gurus da coisa e testar.

E assim comecei a organizar os armários e estantes.

Esvaziei tudo, fiz uma limpeza profunda, destralhei e arrumei (tudo o que fazia sentido) em caixas e frascos.

E depois comecei o processo de etiquetagem. Agora esperem! Não vão já a correr comprar etiquetas e gastar rios de dinheiro em caixas, cestos e afins. Primeiro andem pela casa e usem o que têm. Reutilizem, reciclem. Só depois vão comprar alguma coisa caso necessitem.

Já reorganizei a casa toda e só comprei etiquetas para a cozinha e duas caixas para os tecidos no "atelier"!
Deixo-os alguns exemplos

a) estas são "tipo ardósia" e permitem escrever com giz ou caneta de giz. São muito boas pois basta limpar com um pano húmido e podemos mudar o conteúdo sem necessidade de uma nova etiqueta.


b) estas roubei ao Mundo da Tatas ;) Como são de cartão, naturalmente que se escrevesse directamente nelas quando necessitasse de mudar o conteúdo teria de as deitar fora. Lembrei-me então de colocar washi tape e escrever ai. Assim quando precisar é só tirar a washi tape (que sai sem deixar resíduos ou rasgar) e reutilizar :)


c) nestes dois exemplos aproveitei a cartolina de trás de um bloco de notas que chegou ao fim. Com dois pedacinhos de washi tape (o inventor desta fita deveria receber um nobel!) ganha um ar mais bonitinho e fica presa até ser necessário remover!



Mas então porque ajudam as etiquetas? Porque identificam de uma forma imediata o conteúdo.
E porque é que isto é importante? Porque não perdemos tempo a procurar algo...e tempo é precioso, não é?

E por ai? Também usam etiquetas ou ainda não experimentaram?

Reeducação alimentar

Disclaimer: este não é um post sobre dietas!

Desde que fui mãe pela primeira vez, que comecei a lutar com questões de peso.
Quer dizer... antes disso, já tinha tido alguns problemas em relação a peso excessivo.
Nessa altura, procurei ajuda profissional e seguindo as suas indicações quase a 100% consegui ver resultados muito positivos.

Mas depois fui mãe e nunca mais voltei a conseguir voltar a entrar nos eixos. A sabedoria popular diz que amamentar um rapaz faz perder peso facilmente e voltar a ficar elegante... pois... eu amamentei dois rapazes durante 13 meses cada um e não perdi peso nenhum...

Três coisas que percebi quando fui acompanhada por médica nutricionista e que são muito importantes:
- o que comemos tem mesmo muita influência no nosso corpo e pode fazer com que ele emagreça ou engorde, com que sejamos saudáveis ou nem por isso... 
- temos que ter a mente focada no objectivo se queremos obter resultados. Se psicologicamente não estivermos empenhados em comer bem, não há força de vontade que resista!
- o número que a balança mostra nem sempre é fiável. O que diz a fita métrica é bastante mais realista.

Para terem uma noção, desde que engravidei do meu primeiro filho, em 2008, o peso tem ido sempre subindo, com algumas variações, a ponto de pesar actualmente praticamente mais 25 kg do que seria o aconselhável.

Nunca fui de me meter em dietas da moda, aliás, muito pelo contrário. Mas o facto de ter sido acompanhada por uma profissional fez-me perceber que o caminho passa por nos reeducarmos do ponto de vista alimentar. E isso para mim significa comer de forma saudável, equilibrada e variada. Evitar alimentos que não acrescentam valor nutricional nenhum e que no fundo só nos fazem mesmo é mal.

Quando fui acompanhada por profissional, o regime alimentar que ela me indicou era pasme-se... muito semelhante ao que a minha mãe praticava comigo quando era pequena. Daí não ter sido complicado seguir as suas indicações. Foi até como se regressasse à infância!

Desde 2009 que tenho procurado voltar a entrar no caminho certo, mas sem grande sucesso. Porque lá está, começava cheia de ímpeto, mas psicologicamente não estava empenhada o suficiente e por isso facilmente dava por mim a comer uma carbonara, cheia de gordura e sem qualquer legume que me desse vitaminas ou nutrientes adequados.

Depois do meu segundo filho nascer, as sucessivas noites mal dormidas tiveram o seu efeito ainda mais nocivo. Quanto pior dormimos, pior comemos ou queremos comer. É muito mais difícil resistir a tentações ou a comidas altamente calóricas.
A minha vida de mãe de dois filhos, sem qualquer sistema de apoio (leia-se avós e familiares próximos) e com um marido que trabalha por turnos essencialmente nocturnos, é sempre uma correria e com pouco ou nenhum tempo para praticar desporto ou fazer exercício físico.

E o peso excessivo começou a notar-se não só nas roupas cada vez mais justas (algumas deixaram mesmo de servir), no ressonar com mais intensidade e acordar bastante cansada, no cansaço ao subir um lanço de escadas dada a pouca resistência física e respiratória, mas começava a apresentar-se sobre a forma de outras "maleitas": dores nas articulações, na zona lombar (onde já tenho historial de problemas desde a adolescência) e no sistema digestivo, com sucessivos episódios de azia e refluxo gástrico.

Até ao dia em que "tomei consciência"! Mas tomei mesmo, porque eu já a tinha há muito... Foi o dia em que "mudei o chip"! O dia em que me vi ao espelho e me "vi" com olhos de ver e percebi que a minha figura não me agradava e que tinha que fazer algo para mudar!

 A questão da alimentação saudável sempre foi um assunto que me despertou a atenção. Ao longo dos anos fui lendo sobre essas matérias. Sobre vegetarianismo, veganismo, dieta paleo, a questão do glúten e mais recentemente um documentário da BBC sobre os efeitos nocivos do consumo excessivo de açúcar. E descobri, que como muitas pessoas, sou completamente viciada em açúcar!

O facto de ter lido bastante, de ter analisado várias perspectivas diferentes, algumas mesmo opostas, e já tendo tido uma experiência de acompanhamento médico, fez-me tomar a decisão de experimentar para ver por mim mesma, se notaria diferença caso retirasse alimentos com glúten e açúcar da minha alimentação diária.

Decidi fazer isso durante uma semana.
Criei um plano alimentar para mim mesma, onde não entrasse nem massas nem arroz (este não tem glúten), pão, bolos, croissants, sumos, bolachas, biscoitos etc. Passei a comer iogurtes naturais, fruta, frutos secos (em quantidade q.b., porque também não se pode abusar), passei a comer mais legumes, cozidos ou salteados e até mesmo em cru. Tentei igualmente reduzir as porções para quantidades indicadas (algo que aprendi com a minha nutricionista).

Durante 1 semana confeccionei todas as minhas refeições de forma a conseguir controlar o que comia e assegurar que não tinha glúten ou açúcar. Tenho que admitir que o único açúcar que continuei a consumir diariamente foi o meio pacote que ponho no café, porque simplesmente sou incapaz de o tomar simples.


Muni-me de alguns auxiliares, leia-se "marmita".



Esta reeducação alimentar coincidiu também com o início de aulas de exercício físico, que consegui encontrar mesmo ao lado do meu local de trabalho e finalmente num horário que eu mais ou menos consigo ir. Só vos posso dizer que no final do aquecimento eu já estava morta...

Achei que ia ser bastante difícil, que não ia conseguir levar o objectivo a bom porto, mas foi bem mais simples do que antecipara! Não me custou tanto como eu pensei, não passei fome nenhuma, não tive ataques de ansiedade de querer comer isto ou aquilo e encontrei com relativa facilidade acompanhamentos e outras opções em substituição da massa e do arroz.

Dei por mim progressivamente a sentir-me melhor comigo mesma. Não só por ser capaz de cumprir o meu objectivo, mas por me sentir com mais energia, menos cansada, menos dores de cabeça e principalmente passei a fazer digestões sem qualquer indício de azia ou refluxo.

No final da semana, tomei a decisão de manter o que vinha fazendo. Continuei a fazer planeamento das minhas refeições, um pouco como era prática minha, de forma a ser mais difícil fugir e enveredar por comer um prato completamente carregado de calorias. No entanto, passei a incluir refeições de carne ou peixe grelhado que posso fazer no refeitório da empresa onde trabalho, dispensando o arroz e as batatas fritas, e comendo em alternativa legumes cozidos ou salada, de forma a simplificar a minha vida em dias em que o tempo para confeccionar é mais escasso.

Após duas semanas perdi 2,5 kg mas perdi vários centímetros em volume, principalmente na zona do estômago (literalmente desinchei) e bóia abdominal.

As maiores dificuldades que encontrei foram:
- gerir a logística de cozinhar todas as refeições. Houve vezes em que estava a fazer o jantar do dia, e o almoço do dia seguinte e já a orientar o jantar do dia seguinte, o que nem sempre foi fácil, com duas crianças a exigir a minha atenção...Por isso, após a primeira semana passei a incluir no meu plano alimentar refeições de carne ou peixe grelhado que posso fazer no refeitório da empresa onde trabalho, dispensando sempre o arroz e as batatas fritas, e comendo em alternativa legumes cozidos ou salada, de forma a simplificar a minha vida em dias em que o tempo para confeccionar é mais escasso.

- ir a uma festa de anos com o meu filho mais novo e ter que recusar tudo o que me ofereciam da mesa de aniversário... foi difícil e complicado para mim perceber que naquela mesa tudo tinha ou glúten ou quilos de açúcar (e que é isso que as nossas crianças iam comer...).

Se vou passar a ser defensora acérrima do glúten free? Não. Decidi enveredar por aí, a título de experiência e vi algum benefício, mas não sou celíaca nem coisa que me valha e, se tiver que comer uma fatia de pão ou comer um prato de massa, não me vou fazer de rogada. Se puder evitar, evito. Nunca fui dada a fundamentalismos ou a regimes rígidos e não me vou pôr a tentar impor isso aos outros, porque não gosto que façam o mesmo comigo, e a ideia é variar e ser equilibrada nas escolhas que faço em termos alimentares. E isso passa, evidentemente, por comer um pouco de tudo, com conta peso e medida.

Quanto ao açúcar, é o meu calcanhar de Aquiles (porque sou uma gulosa inveterada!) e aqui tenho que reconhecer que tenho um vício e que o açúcar é mesmo uma espécie de veneno que vou tentar evitar ao máximo. E quando a ansiedade por doces ataca? Fácil, descobri duas receitas que não têm glúten e não levam qualquer açúcar e que se fazem em 20 minutos (5 m na liquidificadora e 15 m no forno) e que matam qualquer ansiedade e acima de tudo, são saudáveis.


Engomar ou não engomar?




Há duas tarefas numa casa que não têm fim, a preparação/organização das refeições e, aquela de que vamos falar hoje, o tratamento das roupas.

Porque todos os dias vestimos uma roupa lavada, todos os dias há roupa para lavar, todos os dias há roupa para estender / apanhar / dobrar / engomar / arrumar...
(alguns dias não há, mas são mesmo muitos poucos )

Lembro-me de quando estava grávida, uma prima, mais velha e já ela com dois filhos, "brincar" e dizer que quando ela nascer, nunca mais vais ver o fundo ao cesto - na altura ela referia-se ao cesto da roupa suja, mas, digo eu, que também se aplica ao da roupa lavada...

Já houve tempos em que eu tinha mais tempo disponível, já houve outros em que eu tinha "ajuda" em casa.

Nos dias que correm não tenho ajuda (empregada doméstica), o meu tempo livre é pouco, e há outras coisas que eu prefiro fazer a passar o meu único dia de folga embrenhada em tarefas domésticas.

Se já houve tempos em que até aos panos de limpar o pó eram engomados, também já houve outros em que os lençóis não o foram. Ou até mesmo a t-shirt que decidi vestir nesse dia, e que estava no monte da roupa por passar.

Precisei de simplificar o meu pensamento em relação ao tratamento das roupas.
Se por um lado os panos do pó não precisam de ser engomados, o "desconforto" de me deitar nuns lençóis amarrotados era grande - maior que vestir umas calças de ganga ou uma t-shirt sem engomar.

Como consegui simplificar o tratamento das roupas?

Comecemos pelo inicio - o Lavar.

Só as toalhas são centrifugadas na velocidade máxima, toda a restante roupa, no máximo a 800 rpm.
Substitui o amaciador por vinagre - sim, vinagre, aquele mesmo que usam para temperar a salada, e escolho o enxaguamento cuidado.

Estender
O mais direito possível, colocar as molas no sitio das costuras, à sombra - o sol directo seca demasiado a roupa.

Apanhar
Evitar colocá-la "ao monte", e sempre que possível separar e dobrar logo de seguida.

No fim deste ciclo será que toda precisa mesmo de ser engomada?
Não.



No cesto da direita está a roupa para engomar, no da esquerda a que acabou de ser apanhada

Calças de ganga, sweat-shirt´s de algodão grosso, pijamas, camisolas interior, alugmas t-shirt´s, se forem dobrados "direitinhos" não precisam de ferro

Como faço?

No cesto grande a roupa para o roupeiro, no pequeno a interior.
Um cesto para cada um.
Cada um arruma a sua.

Por cima dos cestos pequenos está a que é usada no ginásio, que vai para uma arrumação à parte.
Ao cesto da direita, aquela que precisa ser engomada, juntei mais meia dúzia de peças, que irá para a engomadoria.

Se consigo este passo-a-passo assim sempre certinho?
Não.
Nem sempre sou eu a estender a roupa, e muitas vezes também não sou eu que a apanho, algumas outras também não tenho tempo tempo/vontade de ir dobrá-la e separá-la de seguida.

Se a decisão de deixar de engomar a maioria da roupa foi pacífica?
Não, não foi.
Mas já repararam que muitas vezes a roupa fica com vincos maiores do ferro?

Quem desse lado tem adolescentes em casa, e já os viu "enfiar" roupa dentro da mochila para vestir a segui à aula de Educação Fisica?!?! - aquela que tinha sido engomada de véspera.




Organização sem papel

Sou tipicamente identificada como sendo uma pessoa organizada.

Se até há uns anos atrás isso dependia essencialmente da minha memória, notei que a minha capacidade de me lembrar de tudo estava a diminuir...casa para gerir, o stress do dia-a-dia, a complexidade do trabalho aumentou, a idade obrigou-me a parar e a admitir que a memória já não era suficiente.

E consequentemente tive de procurar alternativas. E experimentei tudo: caderno, agenda, planner, bujo (bullet journal) ...tudo...e nada resultou. Depois do entusiasmo inicial de ter algo novo e bonito, das canetas coloridas, dos autocolantes...acabava sempre no caos habitual de deixar de utilizar.

Até que por acaso, na verdade já nem sei precisar bem como, cruzei-me com o Google Keep e de repente tudo fez sentido!


De uma forma simples o google keep é um bloco de notas iterativo, mas que na verdade eu utilizo-o exactamente da mesma forma que o bujo.

Porque é que funcionou comigo? Porque tenho o telemóvel ou o PC sempre comigo e quando falo sempre é quando estou entre reuniões, a caminho do trabalho, no refeitório, a caminhar, a passear, etc.
E sempre que me lembro de algo que tenho de fazer, tomo nota no sitio correspondente.

Por exemplo, tenho sempre em aberto uma secção de "lista de compras" e "tarefas" onde vou anotando o que preciso no momento em que que me lembro ou me apercebo de tal.
Para os blogues tenho também listas onde vou colocando ideias para colocar em prática.
Há medida que vou realizando os pontos, vou clicando naquele quadradinho que vêem à esquerda do item e ele é marcado como concluído e desaparece.


Depois a própria aplicação tem algumas funcionalidade que para mim são muito úteis. Não querendo transformar isto num tutorial :), aqui ficam as que mais uso/gosto:
a) atribuir cores (por exemplo para definir alertas visuais, ou simplesmente para ficar  mais bonito ;) )
b) anotar com fotos. Por exemplo quando ando no Porto tiro uma foto de um sitio onde quero voltar e guardo numa nota.
c) anotar escrevendo à mão. Com o dedo ou uma caneta própria posso escrever rapidamente uma nota


d) podem fazer notas faladas, se ainda quiserem algo mais rápido ;)

Depois têm todas as funcionalidades "google", como a sincronização, associação ao perfil, etc, que podem parametrizar como preferirem.

E vocês? Gostam do tradicional papel ou o vosso ritmo de vida também vos "obriga" ao digital?


Orçamentos e finanças: a difícil gestão

As nossas finanças e o nosso dinheiro são sempre assuntos sensíveis e há muitas formas de o gerir, de forma a ir de encontro às nossas necessidades.

Este não é um método infalível, mas é o que funciona melhor para mim e que fui aperfeiçoando ao longo dos anos.

Quando comecei a trabalhar de forma menos precária mais permanente, não me preocupava muito com gerir as minhas finanças ou fazer orçamentos e afins. Não tinha muitas contas fixas, não tinha dívidas para a vida, não tinha dependentes a cargo ou coisa assim...

Quando em 2007, eu e o meu marido precisámos de trocar de carro, foi necessário começar a fazer contas... para percebermos qual o tecto máximo de prestação mensal que poderíamos suportar para que continuasse a haver € ao final do mês para pagar todas as outras contas e a prestação da casa e ainda sobrar algum para pagar a conta do supermercado e não ficarmos à mingua.

Foi nessa altura que fiz o meu primeiro orçamento familiar, para listar as despesas fixas que tínhamos mensalmente e perceber quanto "sobrava" para pagar mais uma prestação.

O orçamento que fiz era algo rudimentar e nada de muito elaborado. Uma simples tabela em Excel (programa em que aprendi a mexer de forma auto-didacta por necessidade profissional) com algumas contas de somar e muitas mais de subtrair.

Listámos os nossos vencimentos mensais e fomos fazendo colocando na lista as contas de abastecimento de água, luz, gás e tv/internet por cabo. Não era assim nada de muito complexo.

Mas nessa altura fizemos o quadro e serviu apenas para analisar aquela questão específica: quanto dinheiro tínhamos disponível ao final do mês que nos permitia pagar a prestação do carro com alguma margem de "conforto". Nessa tabela apenas nos cingimos aos gastos fixos mensais, nem sequer nos preocupámos com as contas irregulares ou que ocorrem apenas uma ou duas vezes no ano, como os seguros automóveis ou seguros multi-riscos associados ao crédito habitação.

Mas passados uns meses, dei por mim completamente à nora com o saldo da minha conta bancária: muito mais baixo do que o expectável e habitual e sem que eu percebesse muito bem onde tinha gasto tanto dinheiro em tão pouco tempo, já que não tinha feito assim nenhuma compra estapafúrdia ou muito avultada.

Foi nessa altura que senti necessidade de documentar os meus gastos. Criei uma folha de registo em Excel (sim, eu adoro esta ferramenta!) e ia apontando tudo, até os 50 cêntimos que gastava na máquina de café do trabalho ou os 2€ que gastava ocasionalmente no euromilhões.
Foi com surpresa que percebi que aquelas pequenas quantias que ia gastando neste ou naquele café, num ou noutro lanche, os 1€ e 2€ de pequenas compras que fazia aqui e ali, que todas somadas, por vezes representavam uma factura mais elevada do que eu antecipara.


Este registo de despesas permitia-me perceber para onde ia o meu dinheiro! Permitiu-me ver padrões de consumo, muitas vezes em coisas perfeitamente supérfluas, e que eu podia perfeitamente controlar e até mesmo reverter. Permitiu-me mudar alguns hábitos como por exemplo tomar o pequeno-almoço fora de casa todos os dias. Além de melhorar a minha conta bancária, contribuiu para uma alimentação mais saudável logo pela manhã.



Com o passar dos anos fui aperfeiçoando o mapa de controlo e em 2011 quando comprei o meu primeiro smartphone, descobri que existia uma aplicação que me permitia registar as despesas e inserir os meus rendimentos e fazer uma avaliação geral das minhas finanças.

Foi nessa altura que descobri o TOSHL! É lá que registo no imediato as despesas que faço, onde anoto o valor, categoria e subcategoria e aponto onde foi feita a despesa e depois copio para o meu mapa de excel.




O telefone está sempre comigo e podemos registar as coisas offline. Só não é muito versátil na versão grátis, porque apenas permite registar 1 ou 2 valores de rendimentos/receitas. Daí o meu mapa de excel... é lá que faço o registo a 100% do dinheiro que entra e do que sai.





E foi com base nisso que voltei a pegar no meu quadro de orçamento familiar que fizera em 2007 e o refiz e melhorei! Outra aplicação que cheguei a usar durante uns meses e era bastante útil era o Pear Budget e foi de lá que retirei algumas ideias, como por exemplo estimar o gasto anual com uma dada categoria e assim perceber quanto dinheiro eu teria que poupar mensalmente para poder satisfazer aquela despesa.




Foi também nessa altura que decidi criar uma categoria destinada a poupança. Ou seja, funcionaria como uma despesa mensal em pé de igualdade com a conta da electricidade ou do telefone. Ordenei uma transferência frequente da minha conta bancária "principal" para outra conta bancária, sempre a ser feita com o mesmo valor e no mesmo dia do mês. É assim que tenho ido reforçando a conta-poupança dos meus filhos e que tenho ido conseguindo reforçar o meu PPR. Considero aquele valor como uma despesa corrente e nunca mais penso nela. É assim que tenho conseguido poupar nos últimos anos.

A última grande alteração que fiz no meu orçamento foi no mesmo ficheiro ter o registo mensal, uma folha para cada mês do ano, onde registo o total em cada categoria (despesas fixas e variáveis) e uma folha geral, onde criei fórmulas que fazem automaticamente as somas dos valores da mesma categoria dos meses todos do ano. Ou seja, quando "fecho" o ano, sei quanto gastei efectivamente em supermercado, combustíveis, telemóveis, escolas, prestação da casa, seguros, hobbies, etc.


E é com base nesses valores que planeio o meu orçamento para o ano seguinte. É com base nesse somatório que percebo se derrapei ou não nas contas e se preciso exercer alguma contenção, ou perceber se estimei mal o valor inicial.



Se cumpro sempre os valores que estimei? Não, claro que não... há sempre coisas imprevistas que nos podem fazer gastar mais dinheiro... mas ajuda compreender onde gastei o meu dinheiro e se há alguma forma de poder poupar mais numa determinada categoria.

Se quiserem saber mais ou pretenderem receber o quadro que uso para registo de despesas e orçamento, enviem e-mail.




Lista de Compras




Quantas vezes vais às compras e te esqueces daquele produto que faz mesmo falta?
A mim aconteceu-me muitas algumas vezes.
É por isso que toda a gente diz que se deve fazer uma Lista de Compras. É verdade, mas também me aconteceu fazer a lista e esquecer de escrever um ou outro item.
Geralmente quando faço a lista vou olhando para as prateleiras da despensa, para dentro do frigorífico ou armários para ver o que está a acabar ou que já não há. Num mundo perfeito, quando um produto acaba ou está prestes a acabar, tomas nota. Mas mundo perfeitos não existem.
Inspirada na Lista de Compras que o Continente em tempos tinha para oferecer aos clientes, criei a minha, com aqueles que costumam ser os produtos em falta cá por casa. Desta forma, ao ver (quase) todos os itens que costumo comprar, é mais fácil saber se vai fazer falta comprar.




Um ficheiro em word, que vou imprimindo em A4 ou A5.
Geralmente é nas "costas" que faço a Ementa para a semana (quando faço) e fica colada na porta frigorífico.

Como fazes as tuas listas?
Não fazes?
Vá.
Eu Simplifico a tua vida.
Envia-me um mail (simplificaatuavida@gmail.com), diz se queres receber em formato A4 ou A5 que eu envio-ta, como é em word, podes alterá-la, apagar o que para ti não faz sentido, e acrescentar o que te possa faltar.